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Resumo: Na sequência da Avaliação Intercalar da Estratégia Europeia para o Emprego em Portugal realizada em 2002 pela Universidade Católica Portuguesa, através do seu Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa, a mesma instituição levou agora a cabo um estudo parcialmente retrospectivo e complementarmente prospectivo sobre a criação e destruição de emprego ao longo da década 2000-2010.
Esta avaliação centra-se, em especial, no impacto quantitativo do Plano Nacional de Emprego/Estratégia Europeia de Emprego (PNE/EEE) sobre a criação líquida de postos de trabalho e desdobra-se em três vertentes:
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Análise macroeconómica e econométrica do padrão de crescimento da economia portuguesa (1992-2004) incluindo a estimação dos efeitos sobre o emprego imputáveis ao PNE / EEE (1999-2004).
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Análise microeconómica dos efeitos PNE/EEE (2002-2004) sobre as dinâmicas de emprego.
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Exploração prospectiva para um novo ciclo do PNE/EEE (2005-2010).
Numa primeira parte, o estudo aplica o modelo M3E à interpretação dos grandes agregados da evolução macroeconómica ocorrida entre 1992 e 2004, com particular realce para duas componentes do crescimento: emprego e produtividade do trabalho.
Nos dois capítulos seguintes a avaliação procede à análise de Curvas de Beveridge, NAIRU, e modelo de Indicadores de Alerta para estimativa dos diferenciais entre o emprego realmente verificado e aquele que seria expectável em face da evolução da economia.
Apresentam-se, de seguida, ensaios econométricos de avaliação dos efeitos quantitativos do PNE/EEE sobre a criação de emprego e, bem assim, ensaios microeconómicos baseados em inquirições directas levada a cabo junto dos responsáveis pelos programas e actividades com maior incidência sobre a criação/destruição de emprego.
O relatório termina com uma análise conjuntural dos fluxos de emprego, segundo metodologia previamente testada pelos investigadores, apresentando-se, por último, uma análise global das perspectivas de evolução do crescimento e do emprego até 2010. Os cenários abordados dedicam uma atenção muito especial aos trabalhadores fracamente qualificados, aos serviços de proximidade, à evolução do sector informal e aos elementos estruturantes de uma nova carteira nacional de bens e serviços.
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