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Resumo: Este estudo teve por objectivo conhecer a situação dos jovens portugueses face ao mercado de trabalho, tendo como pano de fundo a Estratégia Europeia para o Emprego (EEE) e as políticas formativas e de emprego que dela emanam, à escala nacional. Especificamente, visou responder a cinco objectivos específicos, conquanto complementares: i) caracterizar, de modo extensivo, a situação e evolução da participação da população jovem no mercado de trabalho, nomeadamente em termos de níveis de habilitação/qualificação, situação face à actividade económica, estrutura do emprego e desemprego; ii) aprofundar e discutir os padrões de relação entre a inserção na vida activa e a escolaridade/formação profissional, tendo em consideração os diferentes tipos de qualificações escolares e profissionais; iii) identificar os principais obstáculos à transição para a vida activa; iv) avaliar a eficácia das medidas de política educativa, de emprego e formação profissional e outras destinadas a estimular a contratação dos jovens e a evitar o desemprego de longa duração; v) produzir propostas de actuação e recomendações, no sentido de combater os problemas diagnosticados e aperfeiçoar o quadro dos instrumentos de política existentes.
Para a prossecução destes objectivos, foram desenvolvidas três componentes metodológicas. A primeira é constituída por um estudo extensivo de caracterização geral dos modos de integração dos jovens na vida activa, a partir do levantamento de documentação e literatura relevantes, bem como da análise de dados quantitativos sobre a participação dos jovens no mercado de trabalho, provenientes de diferentes fontes estatísticas e bases de dados oficiais, tanto a nível nacional como a nível comunitário. A segunda consubstancia-se num estudo qualitativo sobre processos de integração dos jovens na vida activa. Tendo por base a realização de entrevistas focalizadas de grupo a jovens de ambos os sexos, em situações diferenciadas perante o mercado de trabalho e detentores de for- mações escolares e profissionais distintas, o objectivo foi, aqui, o de aprofundar factores condicionantes do acesso desta população ao mercado de trabalho, seja enquanto facilitadores ou enquanto obstáculo. A terceira componente remete para a avaliação das políticas que directa ou indirectamente contribuem para a inserção profissional dos jovens, quer em termos da sua pertinência e coerência, quer em termos de eficácia, recorrendo-se para tal à análise de documentos relativos a políticas nos domínios da educação, for-mação e emprego, de legislação laboral e fiscal e outros e, ainda, à realização de entrevistas a um conjunto alargado de interlocutores institucionais privilegiados que, de uma forma ou de outra, estão envolvidos na execução ou são beneficiários das medidas.
A partir da sistematização e reflexão sobre os resultados destas três componentes, produziu-se um conjunto de conclusões e recomendações, estruturadas segundo seis grandes domínios: i) qualificações escolares e profissionais; ii) sistema de formação escolar e profissional; iii) relação entre a escola/centros de formação e o mercado de trabalho; iv) relações laborais; v) empreendedorismo; e vi) estudos.
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