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Resumo:Este estudo tem como principal objectivo retratar a situação nacional em termos de
causas e circunstâncias dos acidentes de trabalho em Portugal, dando ênfase a cinco
sectores de actividade com maior sinistralidade.
A caracterização, com dados do período
2001-2003, utiliza algumas variáveis chave do sistema nacional de registo de acidentes,
dando no entanto especial destaque às novas variáveis harmonizadas implementadas pelo
Eurostat para a produção de estatísticas de acidentes. O estudo começa pela tipificação e
caracterização do «acidente típico», o qual é definido como sendo a modalidade de
acidente marcadamente mais frequente em cada actividade. Apresentam-se pirâmides de
acidentes aplicadas às novas variáveis, demonstrando como esta ferramenta clássica pode
agora ser aplicada para discriminar melhor entre acidentes mortais e não-mortais no que
se refere aos padrões de causalidade. Essa diferença de padrão é analisada com maior
detalhe ao nível do mecanismo de cada acidente típico (mortal e não-mortal),
identificando-se relações de dependência estatisticamente relevantes entre pares de
modalidades de duas variáveis. Os resultados obtidos por esta nova abordagem
comprovam relações «causa-efeito» quantificadas estatisticamente e revelam detalhes dos
mecanismos de causalidade, desconhecidos até agora e particularmente úteis para
justificar medidas e prioridades de prevenção. Acima de tudo, este estudo demonstra o
grande valor acrescentado das novas variáveis do Eurostat e como é justificado o esforço
adicional do seu registo e análise.
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