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Resumo:A avaliação do conteúdo em capital humano de uma sociedade é crescentemente aferida pela sua riqueza em matéria de qualificações e de competências.
Esta preocupação adquiriu maior relevância com a generalização do conceito de sociedade do conhecimento e de economia dos saberes.
Assim, cada vez mais as economias procuram comparar as qualificações das respectivas populações activas e “medir” as distâncias que as separam no que respeita a recursos humanos e a activos intangíveis que incorporam.
É notória – e reconhecida – a “excepção” portuguesa em matéria de baixas qualificações, condição que tristemente distingue o nosso país dos demais países europeus.
Todavia, não se conhecem elementos rigorosos de aferição do estado de Portugal em comparação com um painel de países relevantes, incluindo a análise dinâmica de tendências “pesadas”, seja verificadas no passado, seja projectadas no futuro.
No presente estudo procede-se a essa análise de benchmarking avaliando o ritmo a que vem tendo lugar o upskilling português e aferindo a velocidade do catching-up de qualificações, utilizando um painel de bordo constituído por oito países europeus e dois países não europeus todos integrados no conjunto da OCDE.
A “auditoria” à estrutura de qualificações do país permite traçar cenários de evolução tendencial até 2025, por grupos etários e por níveis ISCED de qualificações.
O estudo termina com a formulação de dezoito conclusões agregadas e cinco recomendações estratégicas de política pública.
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